quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A arte de produzir clientes

Empresas têm dificuldades em operar para o curto prazo. Produzem produtos, em vez de clientes.


Uma reconhecida dificuldade corporativa é a disposição da administração das empresas de operar para o curto prazo. Como conseqüência, as empresas (inclusive a sua) se vêem produzindo produtos em vez de produzirem clientes.

Bobagem?
De maneira nenhuma, a enorme energia gasta para produzir produtos (ou serviços) pode ser muito mais bem aproveitada. Os produtos são facilmente copiados e imediatamente seus preços caem. Mas os clientes que realmente gostam de uma empresa que lhes serviu bem tendem a manter–se consumindo produtos e serviços dessa empresa indefinidamente.
Produzir clientes é muito diferente de ter uma carteira de clientes. Para “produzir clientes” é preciso, além de visão de longo prazo, tempo, vocação e atitude de empresa.
Produzimos clientes, de fato, quando percebemos que a relação entre empresa parceira e o cliente transcende a relação dos negócios e ganha elementos e dimensão das relações humanas, com uma diferença fundamental: nas relações humanas os sentimentos são a base e a sustentação da relação; no pragmatismo corporativo o que sustenta as relações é o talento.
Empresas talentosas sustentam relações de longuíssimo prazo; empresas “by book” reinventam produtos e serviços todo o tempo e caçam clientes diariamente.
Nas empresas que “produzem clientes”, o talento precisa existir numa dimensão muito mais ampla do que nas empresas simplesmente eficientes. O talento precisa brotar na definição do formato da relação, na genialidade de prover soluções e idéias, no gerenciamento dessas soluções, na beleza das formas do produto final e na manutenção das relações. É arte pura!
Mas nem tudo são rosas. Vinicius de Moraes já dizia: “Amor só é bom se doer”; pois é… talento também.
Produzir clientes não tem nada a ver com “encantar” ou “superar plenamente todas as expectativas e necessidades dos clientes…” ou, ainda, achar que o “cliente sempre tem razão…”.
Produzir clientes requer relações simples e absolutamente verdadeiras que expõem na mesma proporção nossas limitações, dificuldades, nossas qualidades e os nossos sentimentos, opsss, ou melhor, nossos talentos.
...Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia...
Diria o poeta como receita no célebre poema “Para viver um grande amor”.
E é com essa lógica que eu acredito que uma empresa moderna deva existir, podendo ousar um dia ganhar dinheiro com poesia.
Os empreendedores de formação tecnológica têm uma resistência maior a esse conceito. Eles se apaixonam pelos seus produtos e por suas soluções e não eventualmente culpam o mercado por suas dificuldades.
As empresas de conhecimento, em especial aquelas que têm base tecnológica e que criaram vínculos mais definitivos em grandes corporações que hoje validam suas soluções, têm uma oportunidade rara de “produzir clientes” em larga escala, mas precisam de um desamor às suas soluções para se apaixonarem definitivamente por aqueles que pagam a conta e nos fazem crescer.


Imobiliárias não podem condicionar venda de imóvel à contratação de assessoria técnica

Fonte: EDSON VALENTE (27/09/2009 - 10h48)
editor-assistente de Imóveis da Folha de S.Paulo

Quem vai a um estande de vendas ver um imóvel tem sido surpreendido com uma taxa ilegalmente imposta por imobiliárias como condição para fechar negócio.

É a ATI (Assessoria Técnico-Imobiliária), que, por 0,88% do valor do bem, prevê uma assistência realizada por advogados indicados pela imobiliária.
Esses profissionais esclarecem ao comprador dúvidas sobre o contrato, além de analisar a compatibilidade de sua situação econômica com o imóvel pretendido, acompanhá-lo na assinatura e ajudá-lo com os trâmites para obter a escritura.

Oferecer o serviço não é ilegal. Se "há a alternativa de não adquiri-lo", não é venda casada, lembra Valéria Cunha, assistente de direção do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor). O que advogados e órgãos de proteção ao consumidor condenam é vincular a compra do imóvel à contratação da assessoria providenciada pelas imobiliárias.

"É um procedimento pouco correto, mas que se tornou padrão, uma forma de a imobiliária aumentar seu ganho", relata Edwin Britto, secretário da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de São Paulo).

Segundo Britto, a prática já foi denunciada ao Ministério Público do Estado de São Paulo. A assessoria de imprensa da instituição confirma um caso recente em investigação, mas não revela detalhes sobre ele.

"Há lugares em que, se o cliente não contrata [a assessoria], não vendem o imóvel para ele", completa Britto.

Opcional

As imobiliárias, como a Lopes e a Abyara, afirmam que essa assessoria é oferecida, mas como um opcional. "Em nenhuma hipótese a venda do imóvel fica subordinada à contratação dos serviços", informa o comunicado da Abyara.

Maria Elisa Novais, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), questiona o fato de uma das partes envolvidas no negócio (a imobiliária) indicar o advogado para o comprador. "Fere o código de ética da profissão. O cliente deve ter a opção de buscar um profissional independente."

Caixa terá R$ 38 bi para financiar casa própria, 65% mais que em 2008, diz Dilma

A Caixa Econômica Federal terá uma linha de R$ 38 bilhões em financiamento para compra de imóveis novos e usados e materiais de construção, afirmou nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

O valor representa um crescimento de cerca de 65% em relação ao reservado para este fim pela Caixa em 2008, de aproximadamente R$ 23 bilhões, segundo ela.

A ministra fez as declarações ao participar de evento de posse da nova diretoria do Secovi-SP, órgão que representa as construtoras.
Fonte: REUTERS - 24/09/2009

O IGP-M registra alta na segunda prévia do mês

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), referência para reajustar contratos de aluguel, subiu 0,4% na segunda prévia do mês.
O resultado recuperou o do mesmo período de agosto, quando houve deflação de 0,46%. No ano, o IGP-M acumula queda de 1,62% e, em 12 meses, de 0,40%.

Fonte: O Dia

BB vai liberar R$ 100 milhões para Minha Casa, minha vida


O Banco do Brasil estima que os contratos de financiamento à produção nos moldes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida a serem assinados pelo banco este ano com empresas do setor de construção vão somar R$ 100 milhões. Segundo o diretor de Empréstimos e Financiamentos da instituição, Nilson Martiniano Moreira, isso representa 10% do total de financiamento imobiliário que o banco pretende conceder em 2009.
A intenção é que de 3 mil a 4 mil unidades incluídas no Minha Casa, Minha Vida sejam financiadas este ano. Até 2011, o Banco do Brasil quer participar do financiamento de 10% do total de unidades do programa. A maior parte dos desembolsos deve ocorrer no ano que vem.

O primeiro contrato do Banco do Brasil de financiamento a produção enquadrado no programa, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é com a Cyrela Brazil Realty, no valor de R$ 9,8 milhões.

Os recursos serão destinados à primeira fase do Marcco Sorocaba, da Living Construtora, empresa pela qual a Cyrela atua no segmento econômico, e da Plano & Plano Construções e Participações. Outras empresas como Rossi Residencial e Tenda já apresentaram projetos ao Banco do Brasil, segundo Moreira.

Os contratos de financiamento direto ao comprador pelo Banco do Brasil nos moldes do programa devem começar a ser assinados no fim do ano, com projeto-piloto. A liberação efetiva dos recursos para essa finalidade será a partir de 2010. A PDG Realty é uma das empresas interessadas nessa modalidade, de acordo com o representante do Banco do Brasil.

No programa habitacional, o banco vai atuar no crédito para empreendimentos do programa situados na faixa de três a dez salários mínimos, com financiamento de até 90% do valor do imóvel e prazo de até 30 anos.

O Banco do Brasil começou a atuar na concessão de crédito imobiliário com recursos próprios em 2007. Em junho do ano passado, a instituição financeira passou a operar no financiamento imobiliário também com recursos da poupança.

Fonte: Jornal do Commercio

FGTS para consórcio de imóveis

Os 531 mil de brasileiros que pagam consórcio de imóvel poderão abater prestações ou quitar a carta de crédito com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A mudança foi incluída pelo Con-
gresso na Medida Provisória 462 e vale para novos e antigos consorciados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem até o dia 16 para sancionar o texto.

Hoje, os consorciados de imóveis podem utilizar o dinheiro do Fundo apenas para dar lances. Se a medida for sancionada, eles também poderão pagar as parcelas, desde que o bem já tenha sido adquirido e que seja residencial, e não para investimento. O Conselho Curador do FGTS regulamentaria outros detalhes da utilização. (Leia mais na edição impressa do DIÁRIO DE SÃO PAULO de 30/09/2009)