sábado, 19 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Recursos disponíveis para reforma e construção de imóveis
Confira as principais opções do mercado
Carin Homonnay Petti, especial para o iG | em 19/01/2011 05:42
Carin Homonnay Petti, especial para o iG | em 19/01/2011 05:42
Conseguir crédito para reforma e construção costuma dar mais trabalho que financiar a compra de um imóvel pronto. De saída, é preciso apresentar projeto, assinado por um engenheiro, com o cronograma da obra e a previsão de gastos para cada etapa. Após sua aprovação, o banco providenciará vistorias mensais para verificar se a obra está avançando conforme o previsto. Só então, a parcela é liberada.
Com isso, o sistema exige recursos próprios para o fluxo de caixa. “É preciso ter fôlego financeiro para primeiro construir e depois ir recebendo o dinheiro”, diz o gerente de construção civil da Caixa Econômica, Nédio Rosselli Filho. Para quem não pode esperar, a saída pode ser recorrer a linhas específicas para compra de material de construção. Os juros, porém, são pelo menos duas vezes maiores que os cobrados nas operações abaixo:
Financiamentos só para construção - SFH
Condições:
Valor máximo do imóvel - R$ 500 mil
Máximo financiado - geralmente de 80% a 90% do valor do imóvel (compra) e de 70% a 90% (construção)
Juros aproximados - Parcelas pós-fixadas: de 8,5% a cerca 10,5% ao ano mais variação da TR. Parcelas fixas: de 12% a 13% ao ano
Prazo: até 30 anos
Financiamentos só para construção - SFH
Condições:
Valor máximo do imóvel - R$ 500 mil
Máximo financiado - geralmente de 80% a 90% do valor do imóvel (compra) e de 70% a 90% (construção)
Juros aproximados - Parcelas pós-fixadas: de 8,5% a cerca 10,5% ao ano mais variação da TR. Parcelas fixas: de 12% a 13% ao ano
Prazo: até 30 anos
- Como funciona:
O SFH é a opção mais barata para quem busca financiar a compra e construção de imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil e não se enquadra em programas de menor custo, como o Minha Casa Minha Vida, Carta de crédito FGTS – destinados à população de menor renda – ou Pró Cotista, com recursos limitados.
Os juros são limitados a 12% ao ano mais TR nas operações pós-fixadas, as mais comuns do mercado. Na prática, porém, as taxas são menores. “Com a concorrência entre os bancos, ninguém consegue cobrar 12%”, diz Cláudio Borges, diretor da área de crédito imobiliário do Bradesco.
Imóveis mais baratos, avaliados em até cerca de R$ 150 mil, costumam ter juros mais em conta, entre cerca de 8,5% e 9% ao ano mais TR. Para os imóveis acima de cerca de R$ 150 mil, as taxas costumam ficar entre 10% e 11% ao ano mais TR.
Programa pró-cotista
O SFH é a opção mais barata para quem busca financiar a compra e construção de imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil e não se enquadra em programas de menor custo, como o Minha Casa Minha Vida, Carta de crédito FGTS – destinados à população de menor renda – ou Pró Cotista, com recursos limitados.
Os juros são limitados a 12% ao ano mais TR nas operações pós-fixadas, as mais comuns do mercado. Na prática, porém, as taxas são menores. “Com a concorrência entre os bancos, ninguém consegue cobrar 12%”, diz Cláudio Borges, diretor da área de crédito imobiliário do Bradesco.
Imóveis mais baratos, avaliados em até cerca de R$ 150 mil, costumam ter juros mais em conta, entre cerca de 8,5% e 9% ao ano mais TR. Para os imóveis acima de cerca de R$ 150 mil, as taxas costumam ficar entre 10% e 11% ao ano mais TR.
Programa pró-cotista
Condições:
Valor máximo do imóvel - R$ 500 mil
Máximo financiado - 85% do valor do imóvel novo ou 80% do valor do imóvel usado
Juros aproximados: 8,66% ao ano mais TR
Prazo: até 30 anos
A quem se dirige: contribuintes do FGTS
Valor máximo do imóvel - R$ 500 mil
Máximo financiado - 85% do valor do imóvel novo ou 80% do valor do imóvel usado
Juros aproximados: 8,66% ao ano mais TR
Prazo: até 30 anos
A quem se dirige: contribuintes do FGTS
- Como funciona
O programa, custeado com recursos do FGTS, é um dos mais vantajosos da praça, sobretudo para quem busca imóveis novos ou usados com preço entre R$ 150 mil e R$ 500 mil, cujas taxas no FGTS costumam ser mais altas. A linha também financia construção, caso em que pode incluir a aquisição do terreno. É oferecida pela Caixa e, para empreendimentos conveniados, também pelo Santander.
A linha, porém, está sujeita à disponibilidade de recursos em cada estado. Para ter acesso, é preciso ter contribuído para o FGTS por pelos menos três anos, consecutivos ou não. No caso das contas inativas, é exigido saldo equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel.
Não tem acesso à linha quem já tem financiamento concedido pelo SFH em qualquer lugar do Brasil ou é proprietário de outro imóvel residencial na cidade, municípios vizinhos ou região metropolitana onde vive ou trabalha.
Financiamentos para construção e reforma - Carta de crédito FGTS
Condições:
Valor máximo do imóvel -R$ 80 mil, 100 mil ou 130 mil, conforme a cidade
Máximo financiado -100% do valor do imóvel (financiamento até 240 meses), 90% do valor do imóvel (financiamento de 241 a 300 meses) ou 80% do valor do imóvel (de 301 a 360 meses)
Juros - 5 % ao ano mais TR (renda familiar de R$ 465 a R$ 2.325,00); 6% ao ano mais TR (renda familiar de 2.325,01 a R$ 2.790,00); 8,16% ao ano mais TR (renda familiar de R$ 2.790,01 a R$ 3.900,00 ou, conforme a cidade, até R$ 4.900,00).Nos três casos, há redução de meio ponto percentual para quem tiver contribuído ao fundo de garantia por pelo menos três anos, consecutivos ou não.
Prazo - até 30 anos
A quem se dirige - pessoas com renda familiar mínima de R$ 465 reais e máxima de R$ 3.900 s ou R$ 4.900, conforme a cidade
- Como funciona:
Com taxas vantajosas, a linha é boa opção para famílias de menor renda na compra de imóveis novos ou usados. Também financia a construção, caso em que pode incluir a aquisição do terreno.
A Caixa Econômica Federal oferece a carta de crédito diretamente ao comprador. No Santander, o financiamento está disponível para imóveis novos conveniados. No caso, a construtora responsável pela venda encaminha o cliente ao banco para a obtenção do crédito.
Não tem acesso à linha quem já tem financiamento concedido pelo SFH em qualquer lugar do Brasil ou é proprietário de outro imóvel residencial na cidade, municípios vizinhos ou região metropolitana onde vive ou trabalha.
Linhas com taxas de mercado
Condições:
Valor do imóvel - Acima de R$ 500 mil na maior parte das vezes, com valor máximo definido a critério de cada banco
Máximo financiado - Geralmente entre 80% a 90% do valor do imóvel (compra) ou entre 70% e 90% do valor do imóvel (construção)
Juros aproximados –Parcelas pós-fixadas: de 11 e 12% ao ano, mais variação da TR. Prestações fixas: 13% ao ano.
Prazo - Até 30 anos
O programa, custeado com recursos do FGTS, é um dos mais vantajosos da praça, sobretudo para quem busca imóveis novos ou usados com preço entre R$ 150 mil e R$ 500 mil, cujas taxas no FGTS costumam ser mais altas. A linha também financia construção, caso em que pode incluir a aquisição do terreno. É oferecida pela Caixa e, para empreendimentos conveniados, também pelo Santander.
A linha, porém, está sujeita à disponibilidade de recursos em cada estado. Para ter acesso, é preciso ter contribuído para o FGTS por pelos menos três anos, consecutivos ou não. No caso das contas inativas, é exigido saldo equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel.
Não tem acesso à linha quem já tem financiamento concedido pelo SFH em qualquer lugar do Brasil ou é proprietário de outro imóvel residencial na cidade, municípios vizinhos ou região metropolitana onde vive ou trabalha.
Financiamentos para construção e reforma - Carta de crédito FGTS
Condições:
Valor máximo do imóvel -R$ 80 mil, 100 mil ou 130 mil, conforme a cidade
Máximo financiado -100% do valor do imóvel (financiamento até 240 meses), 90% do valor do imóvel (financiamento de 241 a 300 meses) ou 80% do valor do imóvel (de 301 a 360 meses)
Juros - 5 % ao ano mais TR (renda familiar de R$ 465 a R$ 2.325,00); 6% ao ano mais TR (renda familiar de 2.325,01 a R$ 2.790,00); 8,16% ao ano mais TR (renda familiar de R$ 2.790,01 a R$ 3.900,00 ou, conforme a cidade, até R$ 4.900,00).Nos três casos, há redução de meio ponto percentual para quem tiver contribuído ao fundo de garantia por pelo menos três anos, consecutivos ou não.
Prazo - até 30 anos
A quem se dirige - pessoas com renda familiar mínima de R$ 465 reais e máxima de R$ 3.900 s ou R$ 4.900, conforme a cidade
- Como funciona:
Com taxas vantajosas, a linha é boa opção para famílias de menor renda na compra de imóveis novos ou usados. Também financia a construção, caso em que pode incluir a aquisição do terreno.
A Caixa Econômica Federal oferece a carta de crédito diretamente ao comprador. No Santander, o financiamento está disponível para imóveis novos conveniados. No caso, a construtora responsável pela venda encaminha o cliente ao banco para a obtenção do crédito.
Não tem acesso à linha quem já tem financiamento concedido pelo SFH em qualquer lugar do Brasil ou é proprietário de outro imóvel residencial na cidade, municípios vizinhos ou região metropolitana onde vive ou trabalha.
Linhas com taxas de mercado
Condições:
Valor do imóvel - Acima de R$ 500 mil na maior parte das vezes, com valor máximo definido a critério de cada banco
Máximo financiado - Geralmente entre 80% a 90% do valor do imóvel (compra) ou entre 70% e 90% do valor do imóvel (construção)
Juros aproximados –Parcelas pós-fixadas: de 11 e 12% ao ano, mais variação da TR. Prestações fixas: 13% ao ano.
Prazo - Até 30 anos
- Como funciona:
Na busca ao crédito, os financiamentos com taxas de mercado são a opção para quem quer comprar um imóvel avaliado em mais de R$ 500 mil.
Os juros, porém, são mais altos, principalmente se comparados aos oferecidos pelo SFH para imóveis de até cerca de R$ 150 mil.
Na busca ao crédito, os financiamentos com taxas de mercado são a opção para quem quer comprar um imóvel avaliado em mais de R$ 500 mil.
Os juros, porém, são mais altos, principalmente se comparados aos oferecidos pelo SFH para imóveis de até cerca de R$ 150 mil.
Comprar imóveis na planta exige atenção
Confirmar prazos para início e término da obra e a existência de multa contratual por atraso na entrega é uma das recomendações
Quer evitar dor de cabeça na compra de imóveis na planta? Confira as dicas do Procon e do presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, Marco Aurélio Luz.
Quer evitar dor de cabeça na compra de imóveis na planta? Confira as dicas do Procon e do presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, Marco Aurélio Luz.
- Verifique a qualidade da construção de outros imóveis da construtora com visitas a prédios já entregues. Aproveite a oportunidade para conversar com os moradores ou síndico sobre eventuais problemas na edificação.
- Assegure-se de que o contrato especifica a localização exata da unidade pretendida. Na escolha, observe na planta se o apartamento fica nos fundos ou na frente do prédio, qual a incidência do sol, como é a vista e o que mais achar relevante.

Foto: Getty ImagesAmpliar
Verificar se existem queixas contra a construtora pode evitar aborrecimentos
- Certifique-se de que o memorial descritivo da obra identifique a marca e modelo dos materiais e equipamentos utilizados, como, por exemplo, azulejos, piso, metais e elevador. Vale a pena procurar um engenheiro ou arquiteto para pedir informações sobre a qualidade dos produtos.
- Guarde o material publicitário do empreendimento, como folhetos e anúncios em jornais, para ter provas de eventual propaganda enganosa.
- Certifique-se de que o contrato menciona todas as condições oferecidas, como valor da entrada e prestações intermediárias, índices e periodicidade de reajustes, data da entrega das chaves e projeção do valor da prestação. Não deixe de confirmar o prazo para início e término da obra e a existência de multa contratual por atraso na entrega. Também risque os espaços em branco. Em caso de dúvidas, consulte um advogado.
- Pergunte se o empreendimento tem uma comissão de representantes dos compradores, responsável pela fiscalização da obra. Se não tiver, você pode formar um grupo com a adesão de pelo menos três compradores.
- Verifique se o projeto de incorporação, com número registrado nos informes publicitários, foi aprovado pela prefeitura e registrado no cartório de imóveis da região.
- Procure a Associação dos Mutuários local e o Procon para verificar se existem queixas conta a construtora ou incorporadora.
- Fuja da tentação de fechar o negócio por impulso em feiras de construção sem visitar o local do imóvel.
Descubra o que valoriza seu imóvel
Condomínio barato, vista atraente, boa localização e facilidade de estacionamento elevam o valor de venda
Carin Homonnay Petti, especial para o iG | em 19/01/2011 05:28
Seja na compra para uso próprio ou para investimento, vale a pena ter em mente as características que ajudam a mais tarde valorizar o imóvel na eventual venda ou aluguel da propriedade. Alguns fatores independem do perfil do morador, como bom estado geral de conservação, ventilação, luminosidade, vista atraente, ausência de umidade e, na maior parte dos casos, facilidade de estacionamento.
Outras características tendem a mudar conforme o perfil sócio-econômico do comprador ou inquilino. “Moradores de imóveis de alto padrão tendem a preferir ruas residenciais e sossegadas, enquanto pessoas de menor renda buscam proximidade do transporte coletivo”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo).
O valor do condomínio também é relevante, sobretudo nas propriedades mais baratas, em que taxas altas afugentam interessados. O número de vagas na garagem é outro fator que muda conforme a conta bancária – quanto maior a renda, mais vagas são exigidas.
Quer reformar? Antes de derrubar as paredes, saiba que nem toda obra conta pontos para comercialização. “Muitas das modificações estéticas são apenas para o próprio prazer, sem retorno financeiro”, afirma o arquiteto Saulo Szabó, do escritório Szabó e Oliveira Arquitetura.
Ele exemplifica: “o comprador pode não se dispor a pagar a mais por piso de mármore caríssimo, até porque pode não gostar dele”.
Por isso, se o objetivo for ganhar mais na venda ou aluguel, ele recomenda investir no encanamento, rede elétrica, esquadrias de qualidade e, se for o caso, ar-condicionado. “Imóveis com boa infraestrutura valem mais”.
Veja como usar o FGTS
Carin Homonnay Petti, especial para o iG | em 19/01/2011 05:51
Os recursos do FGTS podem ser utilizados na compra de imóveis urbanos, novos ou usados, de até R$ 500 mil, em transações à vista, com financiamento ou consórcio. Respeitado o mesmo limite, também é possível sacar o dinheiro do fundo para construção, financiada ou não.
Nos financiamentos, o saldo do FGTS serve tanto como entrada como na amortização ou quitação da dívida. Nos consórcios imobiliários, pode ser utilizado em lances ou na complementação do valor da carta de crédito.
Em todos os casos, é necessário se enquadrar nas seguintes condições:
- Não ser proprietário de imóveis no município, cidades vizinhas ou região metropolitana onde se viva ou trabalhe.
- Não ter outro imóvel financiado pelo SFH em qualquer parte do Brasil
- Ter trabalhado sob o regime do FGTS por pelo menos três anos, consecutivos ou não
- Utilizar o imóvel comprado ou construído como residência
- No caso de compra, adquirir casa ou apartamento registrado no cartório de imóveis da região
- Adquirir imóvel que não tenha sido objeto de transações com o FGTS nos últimos três anos
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