
Civis ajudados por brasileiras sofriam com a falta total de atendimento básico de saúde
As brasileiras Bianca Dias Amaral e Letícia Pokorny percorreram durante horas um trajeto perigoso para entrar em um país de onde 2 milhões de pessoas já fugiram: a Síria.
Com alguns meses de diferença, as duas foram ao país com o mesmo objetivo: chegar a dois hospitais na região norte para ajudar civis, vítimas da guerra ou de problemas decorrentes dela, como a escassez total de serviços básicos de saúde.
Como os dois hospitais - ambos mantidos pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) - ficavam em áreas controladas pelos rebeldes, as duas tiveram que percorrer áreas arriscadas para chegar até lá.
"Foi muito assustador. Atravessei um descampado por umas três horas e, o tempo todo, ia ouvindo os bombardeios, sem parar. Quando cheguei em uma rodovia de terra, tive de correr por uns 500 metros, sem olhar para trás", conta Bianca, uma obstetriz de 30 anos que, para o desespero de sua família, foi para Síria em sua primeira missão no MSF.
Já a fisioterapeuta Letícia, de 37 anos, havia acabado de passar alguns meses na Líbia quando foi chamada para ir para Síria, sua 11º missão para a ONG.
Com bagagens diferentes, elas contam à BBC Brasil os desafios que enfrentaram, os medos e também os momentos recompensadores.
Fonte: Mariana Della Barba - Da BBC Brasil em São Paulo
