sábado, 15 de janeiro de 2011

Enchente

Ontem rolou a última lágrima,
no avesso do rosto

desfigurado pelo desgosto

transmutado pela paixão.

Desmoronou-se...

Casa,

sonhos...

a enchente os levou.


Chuva de lama habitou

no meu coração...

Danificou a chama

da vida,

que ainda insiste,

resiste e se sobrepõe

no correr das águas

solitárias e lavadas de emoção.


(De: Poemas Sociais, por Ramgad)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não esqueça de deixar seu e_mail e um telefone de contato.